Trilha da EMPARN, 11/02/2012

Hoje fui conhecer a famosa Trilha da EMPARN, que apesar de ter ido não sei muito bem por onde fica e se me pedirem para ir novamente eu vou me perder sem dúvida, só lembro que passamos por detrás do aeroporto.

Fui dormir tarde na noite anterior e ainda tive que despertar às 3:30 para ligar e acordar Regina que de tão grande precisa de 2h para conseguir tomar banho por completo. Levantei antes das 5h e quando olhei pela janela percebi o tempo nublado e fresquinho, coisa rara nessas bandas.

Nuvens e a Lua

Marquei de me encontrar com Garfield na portaria do prédio dele 5:30 mas quando estava saindo de casa tive que voltar pois havia esquecido os óculos, quando cheguei lá ele já havia picado a mula. Dei um gás e encontrei com ele e Moab na esquina dos correios de Nova Descoberta, seguimos e apanhamos Angelike na Agaé.

O ponto de encontro era um Stand da Ecocil na BR às 6h, que por meio de Felipe, ofereceu um café da manhã para os ciclistas mortos de fome e ainda tivemos a chance de visitar os apartamentos decorados. Você entra em um ambiente desses e tem vontade de tacar fogo nos seus móveis. Tudo muito bonito! O que fez sucesso mesmo foi a tal da varada gourmet com acesso a cozinha, ambiente preferido desse povo que pedala. Ficamos mais ou menos uma hora comendo, batendo papo e enchendo os bolsos da camisa com frutas. Agradecemos e tomamos nosso rumo.

Em frente ao Stand da Ecocil

Neto Palhares e a banana

Entramos na Ayrton Sena e seguimos até a entrada da trilha, uma estradinha de barro à esquerda.

E vamos que vamos

Ao pegarmos a estradinha, nos deparamos com um caminhante que conversava consigo mesmo e ao passarmos ele começou a querer vender passagens aeras para Curitiba e Florianópolis e pedir votos para a eleição de Ana Hickmann.

Ao lado, o agente de turismo e eleitor de Ana Hickmann


Logo no inicio da trilha escutamos os gritos de Angelike: uma cobra verde cruzava seu caminho e ela ao tentar fugir acabou indo na mesma direção da cobra. Depois disso só foi cachorrada, areia fofa, galho de cajueiro e pé de azeitona roxa carregado.

Esperando Angelike se livrar da cobra e o chão cheio de azeitonas roxas

Rio Pitimbu

Rio Pitimbu

Céu nublado deixou a temperatura um pouco amena


Camboin não contente em ter enchido os bolsos da camisa e a mochila com as frutas do café da manhã correu para debaixo do pé de azeitona e depenou os galhos todinhos. Finalmente descobrimos o nome fresco da azeitona roxa: Jamelão, informação fornecida pela sábia monja Shirley.

Camboin atacando as azeitonas roxas

Azeitonas roxas aka Jamelão

Além das azeitonas, as mangueiras estavam carregadas. Chegava a dar pena, um monte de manga se estragando no chão. Enfiamos algumas no pouco espaço do bolso, mas se ouviu uma conversa na qual Garfield e Moab combinavam voltar no outro dia com uma saveiro e um carrinho de mão para carregar de manga, fazer suco e vender.

Tapete de mangas

Bem próximo a uma mangueira, paramos para tomar um refrescante banho de rio. Água bem geladinha e limpa. Infelizmente não consegui registrar a sunga verde de Camboin, comprada especialmente para ser usada no carnaval desse ano.

Hora do banho no rio


Continuamos a trilha e nos deparamos com o Portão de saída fechado. Foi o jeito pular o muro e atravessar as bikes pelo portão. Já era umas 9h, paramos para beber uma água de coco, Angelike e Garfield pegaram o caminho da Ayrton Sena, pois precisavam chegar antes das 11h em casa e o resto do grupo continuou sentido à Pium.

Final da trilha, atravessando as bicicletas

Regina achou o muro muito alto para pular

Angelike mostrando toda sua habilidade de pular portão

Fim de trilha

O sol já estava a pino, os postes até derreteram com o calor

Antes eu tivesse ido com os dois. Pegamos logo asfalto e começaram a aparecer as subidas infernais. Preguei mais uma vez, fui ficando pra trás e cansando. A pista não tem acostamento e os carros passam em alta velocidade tirando fino. Eu fico logo estressada e canso ainda mais. Pra piorar Pium não chegava nunca. Somente às 11:17 a feirinha de frutas apareceu na minha frente. Mais uma parada para água de coco. Percebendo meu estado de pregada, Moab ofereceu trocar de bike comigo no resto do percurso.

Finalmente a feirinha de Pium

O povo diz que quem anda é o ciclista e não a bicicleta né? Comigo isso não funciona, não! Só foi eu sentar numa Kona com deore 24v que o cansaço foi embora e eu pedalei o resto do percurso feliz da vida. Uma grande diferença para um torney de 21v.

Barreira do Inferno, Rota do Sol

Marzão ao fundo, Praia de Ponta Negra

E o trânsito infernal, carros e carros indo à praia

Cheguei em casa às 13h com 55km rodados, tomei uma ducha gelada, comi dois pratos de macarronada, caí na rede e só acordei com o barulho de dinossauros comendo gente na TV.

I Pedal de Santa Rita de Cássia (Natal x Santa Cruz)

Em outubro de 2011 fiz o meu segundo pedal noturno. De virar a noite pedalando mesmo. Depois do pedal de Touros (90 km, o primeiro) achei que não ia mais pedalar nesse esquema, por conta do sofrimento que passei, mas o vício é tão grande que me meti em mais essa aventura.

Dessa vez eu estava um pouco mais preparada, vinha com um ritmo bom e já tinha até calça com almofada! Uma Fox que me arrependo até hoje de ter comprado. O troço na terceira lavagem já estava todo desgringolado, todo repuxado, folote. Uma coisa horrível! ¬¬

Mas semanas antes da viagem um dos meus passadores de marcha quebrou. Ele praticamente se desfez na minha mão. Mandei para revisão e o cara ao invés de trocar fez uma gambiarra. Fiquei pedalando pela cidade, mas não sentia segurança.  Dias antes do pedal, eu mandei para revisão novamente e pedi para trocar. O antigo era grip-shift e aproveitei e dei um up para o sistema rapid-fire. Mandei trocar também o movimento central que andava já pelas últimas.

Passadores (Bike de Bolso)

Nunca havia usado esse tipo de passador antes e testar em uma viagem é meio maluquice. Mas fui pegando o jeito na estrada mesmo.

Mochila pronta, saí de casa ás 20:30 e fui pedalando até o ponto de encontro:  estacionamento das Lojas Agaé, em frente ao Natal Shopping. Concentração marcada às 21h para saída às 22h. Mas como o povo sempre atrasa, fomos sair lá pelas 23h.

Negão

Cris e eu, esperando o povo atrasão!

Quarenta ciclistas pela BR. Era uma infinidade de luzinhas vermelhas. A coisa mais linda. Seguimos pela BR 101 até a saída de Natal e entrada de Parnamirim e então pegamos a BR 304 e posteriormente, após Macaíba, a BR 226.

Povo doido na estrada

Mais doido

Fizemos algumas paradas para descansar, comer, fazer xixi no mato e fofocar.  Moab levou o famoso licor de mousse de maracujá fabricado por freiras pervertidas de um convento de João Pessoa. Diz que quem toma desse licor sente um fogo incontrolável, mas que nesse situação para apagar o fogo só pedalando mesmo. Chegou até a bater um ventinho gelado lá pelas tantas da madrugada.

Parada para fofocar e abastecer

Mais resenha

Cris e Angelike tirando uma soneca

Conforme a noite ia passando, as subidas iam aparecendo e eu, como sempre, ia ficando pregada no asfalto. Eu sou uma negação em subidas. Prego mesmo. Fiquei para trás, mas continuei.

A vantagem de pedalar a noite é o clima. Não ter o sol do capeta torrando os miolos é ótimo. A desvantagem, para mim, é a escuridão. Eu não consigo enxergar nada. Cega que sou, com miopia e astigmatismo, não consigo enxergar nada a noite, mesmo com dois faróis na bike, um no capacete e pegando carona nos faróis de quem tá por perto. Eu sofro muito, fico desorientada, diminuo bastante a velocidade. Um martírio! Sem falar que a noite agente não aproveita nada da paisagem!

Quando amanheceu, eu já estava cansada. Definitivamente eu me desgasto muito por conta da falta de visibilidade. Mas as paisagens me distraíram um pouco enquanto o friozinho durava.

Lá vou eu

Quando começou a fazer calor, veio a fome e o mal humor. Eu comecei a ficar muito cansada e só queria parar para comer.

Finalmente! COMIDA!

Chegamos em Tangará, local de parada para o café da manhã, lá pelas 7h da manhã. Eu não tinha mais bunda. Doía tudo. E sol estava de matar. Eu estava um trapo. Não prestava para mais nada. E depois de comer, fiquei pior ainda. Mufinei totalmente. Bateu um sono danado e ainda tínhamos 25 km até chegar em Santa Cruz. Comecei a pensar nas subidas que tinha pela frente e minha bunda doía ainda mais. Eu queria jogar uma bomba na bicicleta, pegar o primeiro carro e ir embora para casa, direto para minha cama. Mas tive que ignorar minha bunda, que parecia que tinha ganhado vida própria e estava me chamando de tudo que era nome, subi no selim e fui em direção ás subidas infernais.

Trapo

Poupando a bunda

E eu sofri. Comecei a sentir dor na virilha esquerda. Acho que por ficar trocando de posição no selim para amenizar a dor na bunda fui forçando e pedalando toda torta. E para piorar toda hora alguém gritava “Olha a Santa!”, quando chegávamos perto percebíamos que não era Santa coisa nenhuma e sim uma caixa d’água. Devo ter visto umas 40 caixas d’água e ter pensado que era a bendita Santa!

Já estava com dor

Já cantava Cartola "Quem me vê sorrindo, pensa que estou alegre..." rs

Eu e Raimundo

Quando chegamos na entrada de Santa Cruz, umas 09h da manhã, e eu finalmente vi essa Santa, já estava danada, só queria saber de chegar, entrar no busu e ir voltar para casa!

Finalmente a Santa lá no fundo!

Parada para refrescar

E dá-lhe redbull

Mas não era só ver a Santa. Agente ainda tinha que ir até lá e subir um morro gigantesco debaixo do maior sol. Eu não agüentei subir pedalando, minha virilha travou e eu fiquei com perna de Barbie quebrada. Fui empurrando mesmo. Cheguei toda torta, sem bunda, mas cheguei.

Todo mundo reunido na chegada em Santa Cruz/RN

Antes de subir o morro... Eu devia tá pensando "Tá com a porra que eu vou conseguir subir essa desgrama!!"

Subindo o morro

Aeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Teve ciclista que tinha gás para pular e cantar as músicas que rolavam no sistema de som do mirante! Erimar, Victória e Angelike.

Enquanto o povo pulava eu estava largada no chão

Por mais sofrido que tenha sido, eu faria tudo de novo. Pedalar ao lado de pessoas queridas e ver paisagens que você não imagina nunca ver vale a dor na bunda.

Rota Natal x Santa Cruz/RN

I Pedal de Santa Rita de Cássia (Natal x Santa Cruz)
Data: 22/10/2011
Roteiro: BR 101, BR 304 e BR 226
Partida: 23h
Chegada: 10 h
Distância: 115 km

1º Passeio Ciclístico da Proclamação da República, Ceará Mirim, RN

No dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, a Prefeitura de Ceará Mirim, RN, convidou os Ciclistas de Natal para participarem de um Passeio Ciclístico com a comunidade local pelo Roteiro dos Engenhos no Município.

Convite aceito, às 6h da terça-feira 22 ciclistas pegaram a estrada, largando do posto em frente ao IFRN: Adriana, Amanda, Angelike,  Edimário, Emanoel, Gorete, Itanildo, Jac, Jean, Josenildo, Lanchinho, Léo,  Lourdes,  Manoel, Márcio, Revoredo, Sales, Sammyr, Sandra, Valdite, Victória e Wagner, seguindo pelo asfalto.

Aproveitando uma sombrinha

A galera amanheceu com o diabo no corpo.  Todo mundo estava voando no asfalto. Eu estava mantendo uma velocidade de 28km/h brincando. Chegamos rapidinho em Ceará Mirim, RN. Logo na entrada da cidade o pneu da magrela de Amanda resolveu abrir um rasgo dos grandes, mas ela foi pedalando assim mesmo.

Chegamos!

Foi oferecido um café da manhã na sede da Prefeitura, com água mineral, água de coco, melancia, abacaxi e laranjas. Bonés foram distribuídos para todos os ciclistas e para comunidade e aproveitamos para receber nossos números da sorte para participarmos do sorteio.

Após o café teve até apresentação da Banda de Música local que marcou o inicio do passeio. Era muita gente de bicicleta, viu.

Victória e Itanildo se refrescando na primeira parada, em frente ao Museu.

Todo o percurso foi conduzido pelo Guia Barão chamado Francisco e estava vestido a caráter! Desde nossa saída na Prefeitura, em frente ao Mercado Central  (que infelizmente encontrava-se fechado), passando pela Estação Cultural, Museu do Guaporé, Engenhos Verde Nasce e Mucuripe… Francisco, o Guia Barão, seguiu em um carro de som e ia narrando a história dos engenhos e casarões, e nas paradas importantes o Barão oferecia abraços aos ciclistas, soube que algumas Ciclistas de Natal se empolgaram e queriam abraçar o Barão em cada parada. Ó o blog dele http://franciscoguiacm.blogspot.com/

Museu

O percurso foi tranquilo, apenas algumas ladeiras, sol e vento, e uma vista maravilhosa. O único incidente foi a perda de uma câmera fotográfica por parte do nosso ciclista Emanuel. Infelizmente ele teve que voltar para Natal sem as fotografias desse passeio. Além do pneu furado de Amanda, que apesar de uma tentativa de conserto, tornou a rasgar novamente.

Angelike, secretariando por aí...

Igrejinha na estrada

Infelizmente a maior parte das construções encontram-se em ruínas

Apesar do trajeto tranquilo muitos ciclistas não viam a hora de chegar em Coqueiros para saborear a prometida feijoada. A cada instante o locutor do carro de som bradava aos quatro ventos que haveria uma feijoada esperando todos os ciclistas. Isso deixou muita gente apreensiva, pois era muita gente. A cada anuncio da feijoada muitos ciclistas apertavam o passo para ficarem na frente do pelotão para serem os primeiros na fila.

Negão aproveitando a sombra

Finalmente, Coqueiros.

Mas a verdade é que quanto mais o homem falava na feijoada mais demorava a Coqueiros chegar. E quando chegou o povo só queria encostar a bicicleta e sentar ao lado de uma sombra. Mas uma mesa com frutas e sucos pareceu mais atrativa. O povo tava tão faminto que um senhor, que por sinal tinha uma bicicleta prima da bicicleta de Revoredo, carregou da mesa uma jarra de suco de caju. A cena foi tão surreal que alguns ciclistas quando viram o senhor passar com a jarra de suco acharam que ele estava servindo seus companheiros e se aproximaram com um copo, o senhor serviu dois ou três, mas quando Edimário se aproximou com seu copinho esse senhor entrou em desespero, agarrou a jarra de suco, gritou que o suco era todo dele  e bebeu tudo feito um condenado, da jarra mesmo. Edmário ficou na vontade com seu braço esticado e seu copinho vazio na mão.

Ninguém tá com fome

Depois da comilança o prefeito iniciou o sorteio dos brindes. Destaque para nossa eterna Secretária Angelike que ganhou um capacete e o doou para uma criança da comunidade. Léo ganhou uma bicicleta, resolveu trazer para Natal para doar também. Mas soubemos que ele aproveitou para dar unas voltas na bicicleta e levou o maior tombo!

Enquanto o sorteio rolava, Lanchinho sacou seu walkmen e dançou como se não houvesse amanhã, sendo aplaudido por todos!

Após o sorteio os ciclistas locais foram esvaziando a escola e voltaram para Ceará Mirim de ônibus, empilhando suas bicicletas em um caminhão. Os ciclistas de Natal permaneceram na esperança que a feijoada aparecesse. Mas no lugar na feijoada fomos presenteados com uma panela de caranguejo, caldo, grude e camarão. Vitória solicitou ainda pacotes de bolacha cream cracker e revelou uma receita que ela mesma levaria para o programa de Ana Maria Braga: Caldo de caranguejo com farelo de bolacha cream cracker. Apesar de encherem o bucho, alguns ciclistas admitiram a vontade de comer um, dois ou três frangos assados que muitos viram ao longo da estrada. Gorete tratou de providenciar a sobremesa e saiu depenando as mangueiras da região.

Um grupo de ciclistas não quis nem saber de fruta e sorteio. Entocaram-se em um boteco ao lado e foram se hidratar levando em consideração as últimas pesquisas de estudiosos e bebuns ingleses. Passaram um rádio para Edimário para que o mesmo avisasse o momento exato do almoço. Mas Edimário, traumatizado com o suco de caju, ficou tão extasiado com as patolas dos caranguejos que não se lembrou de passar rádio nenhum, deixando o grupo da hidratação com a barriga cheia de liquido mesmo.

Esperamos e esperamos pelo ônibus embaixo da sombra de uma árvore. O danado demorou e 3 ciclistas resolveram voltar pedalando para Natal. Isso era 3 da tarde! O sol tava a pino. Os loucos foram: Sandra, o Francês Jean e Emanuel. Angelike aproveitou o tempo para juntar papelão e todo tipo de embalagem para envolver sua bicicleta, fazendo um grande serviço de limpeza da rua. Quando o ônibus chegou foi uma cachorrada só: era um microônibus escolar para levar cerca de 20 ciclistas e 20 bicicletas. Angelike foi a primeira a subir e não saiu de perto da sua bicicleta o trajeto todo com medo da magrela sofrer algum arranhão.

Edimário e Itanildo, sempre buscando uma sombra.

O bacana da volta foi que passamos por um grupo de 04 cicloturistas, já no estágio de pimentões ou camarões, pedalando apenas de short, com bicicletas carregadas de tralha! Dois carregavam até uma carrocinha! Um incentivo para quem quer aumentar as pedaladas.

Chegamos a Natal por volta das 16h, no mesmo ponto de partida, o posto em frente ao IFRN. Pedalamos no total 54,86 km – saindo do posto no IFRN e chegando à comunidade rural de Coqueiros.

Parabenizamos o prefeito Peixoto, pois subiu na bicicleta e acompanhou o grupo, dando um excelente exemplo de simplicidade, participação e cidadania.

Trajeto: Natal - Ceará Mirim - Coqueiros

Bike dos sonhos

Koga-Signature

A bicicleta mais linda do mundo! Já me imagino rodando o mundo com uma coisa linda dessa. Ela só custa 2mil euros. Quase nada né?? rs

http://www.koga-signature.com/nl/ActionModel/Trekking/Worldtraveller

The WorldTraveller is never home-sick: the world is its home

fonte: http://www.koga.com

Depois de mais ou menos 1 ano, resolvi reativar o blog.

Continuei com minhas viagens nesse ano que já está quase no fim e o mais bacana é que conheci um outro meio para me locomover nesse mundão: a bicicleta.

Eu nunca conheci tanto lugar novo e fiz tantas amizades quanto agora. E tudo isso por culpa da bendita bicicleta. Se tornou um vício. Confesso que quando me trouxeram a idéia de comprar uma bicicleta eu fiquei com o pé atrás. Não queria gastar, queria comprar uma bici de supermercado mesmo e ver o que ia acontecer. Mas na busca da bicicleta ideal, me deparei com a Soul Black Rain, meu Negão Darth Vader e foi paixão a primeira vista.

Darth Vader, meu Negão.

Foi em fevereiro de 2011 que esse Negão entrou na minha vida (Ui) e ao longo desse ano já passamos por várias aventuras. Visitei praias, rios, estradas de barro, asfalto, BR’s, trilhas, engenhos, fazendas, cidades próximas e não tão próximas. Já virei a noite pedalando 100km, acorcei cedo para pedalar 20km. Já levei tombos e carrego cicatrizes, mas nessas pedaladas o que enche minha bagagem (alforges na verdade :) são as pessoas, histórias e principalmente as risadas. Oh povo presepeiro é esse povo que pedala.

Espero registrar tudo isso por aqui.

Sally Go Round The Roses

Sally go ’round the roses.
(Sally go ’round the roses.)

Sally go ’round the roses.
(Sally go ’round the roses.)

Cause roses, they can’t hurt you.
(Because roses, they can’t hurt you.)

Roses, they can’t hurt you.
(Roses, they can’t hurt you.)

Sally don’t you go, don’t cha go downtown.
Sally don’t you go, now don’t cha go downtown.

It’s the saddest thing in the whole wide world,
To see your baby with another girl.

Sally go ’round the roses.
(Sally go ’round the roses.)

Sally go ’round the roses.
(Sally go ’round the roses.)

Because they won’t tell your secrets.
(Because they won’t tell your secrets.)

They won’t tell your secrets.
(They won’t tell your secrets.)

Sally, baby, cry, and let your hair hang down.
Sally, baby, cry, and let your hair hang down.

You can sit and cry where the roses grow,
sit and cry, not a soul will know.
Know know know

Further on Up the Road

Quase um ano em Natal, o Centro de Treinamento para o Inferno.

Nesses 10 meses trabalhei pra caralho, levei um pé na bunda, viajei pra Recife, Belém, Fortaleza, Brasília, João Pessoa e Salvador, corri, joguei futebol, joguei sinuca, conheci mais gays e velhos, comecei a aprender piano e violão clássico, aprendi a cozinhar utilizando cebola, comi espetinho, bebi muita Stella Artois, parei de beber, voltei a beber, torci o pé, fui a praia UMA vez e continuo sofrendo com o sol miserento e insônia que insistem em me perseguir.

The Walkmen, 21.11.2009

Sensasional! Simplesmente, sensacional!

Set list:
1.On The Water
2.In the New Year
3.Angela
4.The Rat
5.Canadian Girl
6.Four Provinces
7.Little House of Savages
8.Postcards From Tiny Islands
9.New Song #10
10.We’ve Been Had
11.Donde Esta La Playa
12.Thinking of a Dream I Had
13.Another One Goes By
14.All Hands and the Cook
15.Louisiana

Matt (bateria)

Walter (baixo, orgão e monte de outras coisas)

Hamilton (vocal) e Peter (orgão, baixo e um monte de coisa)

Não preciso dizer mais nada...

Run… Jac…Run

Ultimamente estou viciada em tênis de corrida. Entro em todas as lojas, provo todos os new balance, asics e mizunos e depois vou embora, pois todos os tênis de corrida são caros. Hoje fiz isso em duas lojas, em uma achei um mizuno na promoção por 89,00 reais. Mas o número era pequeno: 36.

Apesar do meu pé problemático, com dedos que doem devido a minha pisada pronada, ele é bastante versátil. Consigo calçar 36, 37 e 38. Mas tênis de corrida tem que ser 38, pois o pé incha. Hoje descobri que também consigo calçar 39!!

Vi o adidas de longe, achei bonito. Olhei o preço e não acreditei: 59,00 reais. Olhei a numeração: 39! PQP pensei “será que tem 38?”. Uma vendedora passou, pareceu que leu meu pensamento e disse “só tem esse número, é o último par!”! PQP de novo. Resolvi colar o bicho no pé e SERVIU \o/

Fiquei desconfiada, olhei bem todos os detalhes procurando defeitos e não achei. Pedi para experimentar o outro pé. Aí descobri o “defeito”. O pé que ficou no mostruario está sujinho, mais amarelado, o que ficou guardado na caixa está branquinho. Oxe, em uma hora eu deixo os dois igualmente sujinhos.

adidas runnig \o/

Novo amiguinho!

Eu já disse que não presto né?

Museu da Energia Usina-Parque do Corumbataí

Passei a manhã no Museu da Energia Usina-Parque do Corumbataí. Não fazia idéia de que Rio Claro tinha um. Na verdade, me inscrevi para um “tour” histórico que a secretária de turismo local oferece gratuitamente a qualquer pessoa. É só fazer a inscrição com uma semana de antecedência.

Antiga Estação Ferroviária de Rio Claro

Estação Ferroviária

O passeio começa na antiga Estação Ferroviária, sede da secretária de turismo. O prédio é bem bonito e ainda há trens abandonados nos trilhos. Atualmente a parte de fora da estação funciona como uma estação de ônibus urbano. Eu criei raiva da estação. Motivo: o prédio onde se encontra o acervo no qual estou trabalhando fica em frente, e tenho que agüentar o dia inteiro barulho de motor, buzina, gente, além de toneladas de fuligem.

Bom, um ônibus jardineira pega público dentro da estação. Hoje havia eu e um grupo de crianças de uma escola local. Uma senhora vai narrando a história da cidade através dos prédios antigos que encontramos pelo caminho. O tour dentro da cidade é bem curtinho, não há muito que mostrar. Depois o busu pega a rodovia e pára no aterro sanitário. Gostei bastante do discurso “ambiental”, achei interessante incluírem no passeio. No entanto, um minuto depois de seguimos o passeio, as crianças já estavam jogando papel de bala pela janela ¬¬

A atração principal do passeio é o Museu da Energia. O parque é fantástico, deu vontade de passar o dia todo por lá. Bastante calmo, construções antigas, árvores gigantescas, cheirinho de eucalipto. Queimei um rolo de filme, e depois lembrei que tinha esquecido de levar rolo reserva. Tive que passar para a cam digital.

Museu da Energia Usina-Parque do Corumbataí

Museu da Energia Usina-Parque do Corumbataí

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Museu da Energia Usina-Parque do Corumbataí

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Casa do gerador e Caixa d'água ao fundo.

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Parque

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Estradinha...

Consegui não me irritar tanto com as crianças. Na verdade me irritei com a professora. O típico caso. Marca passeio em um parque, vai de salto alto, diz tão tá a fim de andar, não acompanha os estudantes e quando interage é ou para gritar, repreender, ou para fazer piada sem graça do discurso do monitor.

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